
O lugar, situado a cerca de 9 km do município de União dos Palmares, e próximo de Maceió, recria o ambiente da República dos Palmares e é o maior, mais duradouro e mais organizado quilombo já implantado nas Américas, representando a longa e sofrida história dos negros escravizados no Brasil durante o período de dominação holandesa. Trata-se de uma espécie de maquete viva, em tamanho natural, onde foram reconstituídas algumas das mais significativas edificações do Quilombo dos Palmares.

"A necessidade de oferecer um mundo melhor e de participar mais da vida do meu próximo, me fez juntar a fé com os meus trabalhos sociais. Eu diria que é a minha religião que envolve todas as minhas atividades socioculturais, porque não adianta falar de fé, amor de Deus ou amor ao próximo, se você não proporciona, não é patrocinador de tudo isso" – Mãe Neide
O primeiro casamento religioso candomblecista, com efeito civil, foi celebrado apenas em 2016 em Alagoas pela Ialorixá Mãe Míriam e pelo juiz Carlos Cavalcante, na casa da Ialorixá. Esse evento foi prestigiado por religiosos e simpatizantes como uma cerimônia histórica, que representou a quebra de barreiras pela dificuldade de reconhecimento, pelas autoridades, de cerimônias de casamentos não cristãs, oficializando uma vitória para todas as religiões de matriz africana.


No Brasil, a religião dominante sempre foi a Católica, e tudo o que era ensinado de diferente dos seus preceitos não eram reconhecidos ou validados pela sociedade.
As questões religiosas
dos africanos, seus costumes e hábitos sofreram influências culturais e foram sendo
modificadas ao longo do tempo, e mesmo após a permissão e o reconhecimento da
Constituição Federal de 1988, (é inviolável a
liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos
cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto
e a suas liturgias), continua
sendo hábito da maioria dos seguidores de religiões afro, consumar os batizados
e casamentos na igreja católica, mesmo que cada religião tenha seus rituais e
suas cerimônias para atender as necessidades de seus fiéis. As de matriz
africana incluíram-se nessa colocação.

A lei brasileira exige que alguns detalhes
devam ser observados para que a cerimônia seja reconhecida:
● É válido o andamento da documentação antes
ou depois da cerimônia. Quando posterior, o prazo é de 90 dias. Os documentos
devem ser entregues no cartório que irá constituir a equiparação do casamento
civil.
● No lugar de um juiz de paz, a união é
realizada por um sacerdote da religião. O templo deve estar regularizado, e o
sacerdote constituído de poderes para exercer sua função.
● O terreiro deve ter o seu estatuto e atas,
onde uma diretoria constituída reconhece o sacerdote como representante. A
partir disso, nem o presidente da República pode dizer que não há a devida
validade. O Estado não exige formação para o sacerdote religioso, mas tem que
haver uma organização que o reconheça como autoridade.
● No terreiro também deve existir um livro de registros para a expedição de uma certidão, que posteriormente é levada pelos noivos ao cartório. Outro item é a presença de testemunhas na cerimônia.
● A forma do ritual não é relevante na questão jurídica. O casamento tem as mesmas características que nas demais religiões e segue as mesmas questões de validade, ou seja, entre pessoas de sexos distintos, as que nunca foram casadas e as que já contraíram matrimonio.
● No terreiro também deve existir um livro de registros para a expedição de uma certidão, que posteriormente é levada pelos noivos ao cartório. Outro item é a presença de testemunhas na cerimônia.
● A forma do ritual não é relevante na questão jurídica. O casamento tem as mesmas características que nas demais religiões e segue as mesmas questões de validade, ou seja, entre pessoas de sexos distintos, as que nunca foram casadas e as que já contraíram matrimonio.
Referências:
Gazeta Web
Revista Raça Brasil
Vestidos do Ateliê Xongani
Gazeta Web
Revista Raça Brasil
Vestidos do Ateliê Xongani
Lindo de se ver está união, muito axé para o casal e que todos orixás abençou está união.
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